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Tesla, empresa de Elon Musk, alerta Casa Branca contra tarifas retaliatórias

Empresa, cujo dono é secretário de Trump, reconhece os esforços do governo para lidar com disputas comerciais, mas alerta para os riscos de impactos negativos

  • Por Jovem Pan

A Tesla, empresa do bilionário Elon Musk, enviou uma carta ao governo dos Estados Unidos alertando sobre possíveis tarifas retaliatórias em outros países. A carta, endereçada ao escritório de representante de comércio dos Estados Unidos (USTR), destaca que grandes exportadores americanos podem enfrentar represálias devido às novas tarifas implementadas pelo presidente Donald Trump. Embora a carta não esteja assinada, foi redigida em papel timbrado da Tesla e já está disponível no site do órgão. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o documento, mas expressou preocupação com os impactos negativos para as empresas americanas.


A Tesla, cujo CEO Elon Musk é um dos principais apoiadores de Trump, reconhece os esforços do governo para lidar com disputas comerciais, mas alerta para os riscos de impactos negativos. A montadora lembra que, em disputas anteriores, países atingidos por tarifas dos Estados Unidos responderam aumentando as taxas de importação sobre veículos elétricos americanos, prejudicando as importações. Trump está considerando impor novas tarifas sobre veículos e peças importadas a partir de 1º de abril. A Tesla sugere um modelo de transição gradual para evitar impactos bruscos na cadeia produtiva e permitir que as montadoras se adaptem às novas regras.


Outros fabricantes também expressaram preocupações. O grupo Aurus Drive America, que representa montadoras como ToyotaVolkswagenBMW, Honda e Hyundai, afirmou que tarifas generalizadas podem “desestabilizar a produção nas fábricas dos Estados Unidos”. A entidade alertou que mudanças repentinas na cadeia de suprimentos podem levar a preços mais altos para os consumidores, redução da oferta de modelos e até mesmo fechamento de linhas de produção, com impacto significativo no emprego.



Com informações de Eliseu Caetano

Trump lança ação militar ‘decisiva e poderosa’ contra os rebeldes houthis no Iêmen

Após o anúncio do presidente dos EUA, a capital do Iêmen, Sanaa, foi atingida por bombardeios que deixaram ao menos nove mortos e nove feridos, segundo a agência de notícias dos rebeldes, Saba

  • Por Jovem Pan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (15) o lançamento de uma “ação militar decisiva e poderosa” contra os rebeldes houthis no Iêmen. “Usaremos uma força letal avassaladora até que tenhamos alcançado nosso objetivo”, disse ele em uma publicação nas redes sociais, na qual acusa o movimento apoiado pelo Irã de ameaçar o tráfego marítimo no mar Vermelho. O líder norte-americano também pediu que o Irã cesse “imediatamente” seu apoio aos “terroristas houthis” no Iêmen. “O apoio aos terroristas houthis deve cessar imediatamente! Não ameacem o povo americano, seu presidente (…) nem as rotas marítimas do mundo. E se o fizerem, cuidado, porque os Estados Unidos os responsabilizarão totalmente e não faremos nenhum favor a vocês!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. Coincidentemente, após Trump anunciar uma ação na região, a capital do Iêmen, Sanaa, foi atingida por bombardeios. “Um ataque americano-britânico teve como alvo um bairro residencial do norte da capital, Sanaa”, controlada pelos houthis, informou a emissora Al Masirah.


Em um comunicado divulgado pela agência de notícias dos rebeldes, Saba, o Ministério da Saúde do governo huthi, citando um “balanço provisório”, declarou que “nove civis morreram e outros nove ficaram feridos, a maioria com gravidade, na agressão americana-britânica” contra Sanaa. No dia 11 de março, os huthis anunciaram que retomariam seus ataques contra barcos que considerassem vinculados a Israel no mar Vermelho, em uma demonstração de apoio aos palestinos da Faixa de Gaza. O grupo rebelde apoiado pelo Irã, que controla grandes áreas do Iêmen, alegou que havia tomado a decisão porque Israel não havia permitido a retomada do fornecimento de ajuda à Faixa de Gaza, devastada por uma guerra entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas. O fornecimento de ajuda foi bloqueado por Israel em 2 de março


Publicado por Sarah Paula

*Com informações do AFP

Incêndio em boate deixa 51 mortos e mais de 100 feridos na Macedônia do Norte

Autoridades suspeitam que, durante a madrugada, um espetáculo pirotécnico pode ter provocado o incêndio devastador

  • Por Jovem Pan

Cinquenta e uma pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em um incêndio que destruiu uma boate na madrugada de sábado (15) para domingo (16) na Macedônia do Norte. O incêndio aconteceu na boate ‘Pulse’, na cidade de Kocani, onde mais de 1.000 fãs, a maioria jovens, acompanhavam uma apresentação da dupla de hip-hop DNK, muito popular no país. As autoridades suspeitam que, durante a madrugada, um espetáculo pirotécnico pode ter provocado o incêndio devastador, que envolveu a multidão em uma fumaça espessa.


“Segundo os dados que temos até o momento, 51 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas e foram levadas para hospitais em Stip, Kocani e Skopje”, disse o ministro do Interior, Pance Toskovski, que seguiu para o local da tragédia. Kocani fica a quase 100 quilômetros da capital, Skopje. O público do show, que começou à meia-noite (hora local), era formado principalmente por jovens, segundo o jornal local SDK.


O ministro Toskovski disse que as chamas provavelmente foram provocadas pelo uso de artefatos pirotécnicos, “utilizados para o efeito de luz no show”. “No momento de ativar os chamados borrifadores, as faíscas atingiram o teto, que continha material inflamável. Em seguida, em um espaço de tempo muito curto, o fogo se propagou por toda a boate, criando uma fumaça espessa”, descreveu Toskovski. Helicópteros transportaram alguns feridos para os hospitais da capital, Skopje.

Vídeos publicados nas redes sociais e filmados antes do incêndio permitem observar algumas luzes que pareciam fogos de artifício usados durante shows. Outros vídeos publicados pela imprensa local mostram a entrada do edifício tomada pelas chamas.


*Com informações da AFP
Publicado por Matheus Lopes

EUA estabelecem prazo de 72 horas para embaixador sul-africano deixar o país

Decisão ocorre após semanas de polêmicas e preocupações sobre o futuro de Pretória dentro do acordo comercial AGOA, que permite exportar alguns produtos sem tarifas para o país norte-americano

  • Por Jovem Pan

O governo dos Estados Unidos estabeleceu prazo de 72 horas para que o embaixador sul-africano em Washington, Ebrahim Rasool, deixe o país depois que, na sexta-feira (14), o chefe da diplomacia americana o declarou “persona non grata”, informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da África do Sul. “O Departamento de Estado o informou ontem que tinha 72 horas para sair do país”, declarou Chrispin Phiri em um breve comunicado, confirmando as informações da imprensa sul-africana.


O secretário de Estado, Marco Rubio, acusou, em uma mensagem na rede social X, Rasool de ser um “político racista que odeia os Estados Unidos” e Donald Trump, em um novo ataque da administração americana contra Pretória. “O embaixador Rasool estava prestes a se reunir com autoridades estratégicas na Casa Branca. Este fato lamentável anula avanços significativos”, lamentou Phiri, após semanas de polêmicas e preocupações sobre o futuro de Pretória dentro do acordo comercial AGOA, que permite exportar alguns produtos sem tarifas para os Estados Unidos.


A África do Sul está particularmente no alvo de Washington desde o retorno de Trump, que acusa o país de tratar de forma “injusta” os descendentes de colonos europeus e o ataca por sua denúncia de genocídio contra Israel na Corte Internacional de Justiça. A presidência sul-africana chamou a expulsão de “lamentável” e o ministro das Relações Exteriores descreveu como “sem precedentes” em uma entrevista ao canal de notícias da televisão pública SABC.

“No âmbito das relações diplomáticas normais, deveria ter sido feita uma aproximação do embaixador para que explicasse seus comentários”, destacou.


*Com informações da AFP
Publicada por Matheus Lopes

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