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Carga tributária brasileira chega a 32% do PIB em 2024

Aumento reflete a soma de impostos e contribuições arrecadados por todas as esferas de governo: federal, estadual e municipal

  • Por Jovem Pan

Dados divulgados pelo Tesouro Nacional indicam que a carga tributária no Brasil alcançou 32,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, marcando o maior nível em 15 anos. Este aumento significativo reflete a soma de impostos e contribuições arrecadados por todas as esferas de governo: federal, estadual e municipal. Em comparação com o ano anterior, 2023, houve um acréscimo de 2,06 pontos percentuais, sendo a tributação federal a principal responsável por esse crescimento. A União, por si só, atingiu uma carga de 21,43% do PIB, estabelecendo um recorde na série histórica.


Durante o processo de tramitação da reforma tributária no Congresso, uma das principais preocupações era justamente evitar o aumento da carga tributária. No entanto, as mudanças propostas ainda não foram implementadas. No âmbito estadual, o aumento foi impulsionado pela elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, além do crescimento nas vendas de bens. Já nos municípios, o principal fator de aumento foi a arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), que cresceu em decorrência da expansão no volume de vendas do setor em 2024.


A expectativa é que, com a implementação das mudanças propostas na reforma tributária, ocorra uma redistribuição mais equitativa da carga entre as diferentes esferas de governo. Isso poderia aliviar o peso sobre os contribuintes e, ao mesmo tempo, estimular o crescimento econômico.



*Com informações de Carlos Martins

Brasil tem saldo recorde de empregos formais e cria 432 mil vagas com carteira assinada em fevereiro

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, 1,565 milhão de vagas com carteira foram criadas no setor privado

  • Por Jovem Pan

Emprego com carteira assinada atingiu nível recorde de trabalhadores no trimestre terminado em fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O trimestre encerrado em fevereiro mostrou uma abertura de 432 mil vagas com carteira assinada no setor privado. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, 1,565 milhão de vagas com carteira foram criadas no setor privado. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado subiu a 39,560 milhões de trabalhadores no trimestre até fevereiro, um recorde na série histórica iniciada em 2012. Já o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,542 milhões de pessoas.


O resultado significa 861 mil de vagas a menos nessa condição do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até fevereiro de 2024, foram criadas 252 mil vagas sem carteira no setor privado. O trabalho por conta própria aumentou em 6 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,867 milhões de trabalhadores. O resultado representa 434 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de empregadores recuou em 46 mil em um trimestre, para 4,305 milhões de pessoas. Em relação a um ano antes, o total de empregadores teve um aumento de 94 mil pessoas.


O País teve uma queda de 300 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,697 milhões de pessoas. O resultado representa recuo de 219 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior. O setor público teve 496 mil pessoas a menos no trimestre terminado em fevereiro ante o trimestre encerrado em novembro, para um total de 12,351 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até fevereiro de 2024, foram abertas 334 mil vagas no setor público.


*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Sarah Paula

Prévia da inflação desacelera em março, mas preço do ovo dispara e preocupa consumidores

O IPCA-15 desacelerou para 0,64% em março após registrar 1,23% em fevereiro, segundo dados do IBGE; no entanto, houve pressão dos alimentos, que tiveram alta de 1,09%

  • Por da Redação
  • Por Jovem Pan

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou para 0,64% em março, após registrar 1,23% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro. No acumulado de 12 meses, no entanto, o IPCA-15 acelerou para 5,26%, acima dos 4,96% registrados até fevereiro. Esse índice é o mais alto desde março de 2023 (5,36%) e segue distante do teto da meta de inflação de 4,5% estabelecida para 2025.


A desaceleração do índice foi impulsionada principalmente pela estabilização das tarifas de energia elétrica residencial, que tiveram leve alta de 0,43% em março, contra um salto de 16,33% em fevereiro. Com isso, o grupo habitação registrou variação de 0,37%, bem abaixo dos 4,34% da leitura anterior. Por outro lado, a inflação dos alimentos se intensificou, com alta de 1,09% em março, ante 0,61% em fevereiro. O grupo alimentação e bebidas foi o que mais impactou o IPCA-15 do mês, respondendo por 0,24 ponto percentual da taxa geral. O aumento nos preços foi puxado por itens como ovos (19,44%), tomate (12,57%), café moído (8,53%) e frutas (1,96%). Em contrapartida, produtos como arroz (-1,6%) apresentaram queda.


Os transportes também pressionaram a inflação, com alta de 0,92% em março, superior aos 0,44% de fevereiro. O destaque do setor foi o aumento dos combustíveis (1,88%), com elevações nos preços do óleo diesel (2,77%), etanol (2,17%) e gasolina (1,83%). Apenas a gasolina respondeu por 0,1 ponto percentual do IPCA-15 do mês.

Por ser divulgado antes, o IPCA-15 é considerado um indicativo da tendência do IPCA, o índice oficial de inflação do país. O resultado de março será divulgado em 11 de abril pelo IBGE. A alta nos preços dos alimentos tem sido motivo de preocupação para consumidores e autoridades. O preço dos ovos, por exemplo, acumula alta de 25,88% no ano, influenciado pelo aumento do custo do milho, calor intenso e demanda aquecida na Quaresma, período em que muitos consumidores substituem a carne vermelha pelo produto.


O governo federal tem buscado medidas para conter a inflação dos alimentos, como a isenção de impostos para importação de alguns produtos. No entanto, analistas avaliam que o impacto dessas ações é limitado. O Banco Central segue monitorando os índices de inflação para ajustar a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 14,25% ao ano. O mercado financeiro espera que a taxa encerre 2025 em 15%, na tentativa de controlar a inflação e ancorar as expectativas para os próximos meses.


Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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